terça-feira, 29 de maio de 2012

O esquecimento temporário do espartilho

Vestido império deixa de lado os excessos e
 dá lugar ao conforto.
A Revolução Francesa trouxe mudanças para o vestuário da época. As roupas extravagantes do Antigo Regime foram deixadas para trás. As mulheres se libertaram, mesmo que por um tempo limitado, dos vestidos exageradamente acinturados, espartilhos, saias rodadas e perucas enormes. O que importava, a partir de então, era conforto e praticidade.

João Braga conta que o traje feminino passou a ser composto por vestidos que pareciam camisolas, de cintura alta e tecidos como a musseline ou a cambraia. O fato do tecido ser extremamente fino e claro o deixava transparente e as mulheres precisavam usar malhas próximas ao corpo.   
          

Essa vestimenta ficou conhecida como vestido Império, por ter sido predominante durante o Império Napoleônico. Nessa época, o decote acentuou e deixava o colo todo em evidência.              

Vestidos de mussoline e bem transparentes.
Foi o hit do começo do século XIX, James Laver, no livro “A moda e a roupa”, conta que eram usados tanto durante o dia como a noite e se diferenciavam apenas na  qualidade dos tecidos. Uma curiosidade é que os tecidos finos não permitiam a presença de bolsos nos vestidos. “Daí, o surgimento de uma pequena bolsa chamada “retícula” ou “ridícula”, que as mulheres carregavam onde quer que fossem.”, explica Laver.

Bolsa "retícula"
Para acompanhar o vestido Império, o xale era essencial e saber usá-lo de forma adequada era sinônimo de elegância.      

Este estilo de roupas permanece em voga durante a primeira parte do século XIX, quando os espartilhos retornaram.


O modelo do vestido império, com a cintura logo abaixo dos seios, é um dos mais usados para vestidos de casamento e festas, hoje em dia.


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